Destituído do PT, Bacelar diz que vai recorrer da decisão
Manoel Bacelar, que na quinta-feira 5, foi destituído da presidência do diretório municipal de Macapá do Partido dos Trabalhadores (PT), informou que irá recorrer à todas as instância do partido (estadual e nacional) contra a decisão dos 36 integrantes do diretório em destituí-lo.
Bacelar reconheceu que infringiu normas do partido ao assumir cargo de secretário municipal da Urbanização da prefeitura de Macapá, mas disse que seria um assunto para tratar internamente e resolver. O PT proíbe que presidente de diretório municipal assuma cargo de direção no âmbito municipal, ocorrendo o mesmo no âmbito estadual.
O presidente do PT no Amapá, Joel Banha, explicou: “assim como eu, na condição de presidente do partido no Estado, não posso assumir cargo no governo estadual, o Manoel Bacellar, por ser presidente do diretório municipal, não poderia ser secretário do prefeito Clécio. São regras do partido, e ele sabe disso”.
Já Bacelar se defender afirmando estar servindo de bode expiatório, alvo de uma campanha dentro do próprio partido para atrapalhar a gestão do prefeito Clécio Luís (PSOL). Ele assegurou que não deixará o partido dos trabalhadores, mesmo não sendo mais o presidente e nem fazer parte do diretório.
Com a destituição de Manoel Bacelar assumiu a presidência do diretório municipal de Macapá o vice-presidente Antônio Sales, que terá 60 dias para realizar eleição e eleger novo presidente.
Segundo dirigentes petistas, Manoel Bacelar foi notificado pela secretaria geral do diretório municipal do PT para apresentar defesa, mas manteve silêncio. O PT do Amapá está dividido entre a ocupação de cargos no governo de Waldez Góes e do prefeito Clécio.
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