Comandante dos Bombeiros afirma que Estádio Glicério Marques não tem projeto contra incêndio e pânico
Coronel Pelsondré frisa, contudo, que praça de esporte não está interditada, tanto que foi liberada para o jogo Mazagão x Vasco pela Copa do Brasil Sub-17

Douglas Lima
Editor
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, coronel Pelsondré Martins, deu explicações no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9) acerca da posição da instituição em relação ao jogo pela Copa do Brasil Sub-17, entre Mazagão e Vasco da Gama, acontecido sem torcidas, terça-feira, 1, no Estádio Municipal Glicério Marques, com vitória do time carioca – 3 a 1.
O militar começou a entrevista explicando que o Glicerão, local de reforma recente, tem pendências em relação ao Corpo de Bombeiros, uma vez que não apresentou projeto de segurança contra incêndio e pânico. Segundo ele, o projeto do estádio com conhecimento do corporação ainda é da estrutura passada.
Pelsondré Martins disse que o Corpo de Bombeiros Militar vistoriou o estádio, apenas na segunda-feira, véspera do jogo, porque foi procurado por um representante da praça de esporte, sábado à noite, mais precisamente às 19h. No trabalho foi verificada uma série de falhas, conforme disse o coronel na entrevista.
“E eu posso citar, aqui, que o Estádio Glicério Marques não tem sistema instalado de pára-raios; a gente está em período de chuvas, quando descargas elétricas atmosféricas ocorrem a todo momento. Isso tem um risco para os jogadores e para a torcida; as escadas não têm corrimão, para um público grande isso é um perigo; só tem corrimão a escada de acesso à arquibancada, mas está mole, e o parapeito das arquibancadas tem altura muito baixa, fora do padrão que a norma determina”, descreveu o comandante-geral.
O coronel Pelsondré revelou que a administração do Glicério Marques sabia que o jogo seria realizado em 1 de abril, desde o dia 22 de fevereiro, mas pediu a revisão do Corpo de Bombeiros às vésperas do acontecimento, daí o jogo ter sido realizado sem público, porque a CBF só libera prélio com torcida mediante alvará do Corpo de Bombeiros fazer com laudo positivo.
“Assim, o Corpo de Bombeiros não pode ser irresponsável e se sujeitar à pressão social por uma partida com pedido de vistoria na véspera. Mas é importante frisar que o Glicério não está interditado, tanto que ele foi liberado e o jogo aconteceu, o que não tem é um laudo, é o alvará do Corpo de Bombeiros para funcionar, e isso é uma exigência da CBF. E pela CBF infelizmente o jogo ocorreu de portões fechados”, esclareceu o chefe dos bombeiros.
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