Nota 10

Juíza Elayne Cantuária defende justiça social em conferência mundial

Fazendo parte de sua agenda nos Estados Unidos, magistrada ressaltou hipervulnerabilidade da mulher amazônica, durante Fórum Global


 

Douglas Lima
Editor

 

A juíza de direito Elayne Cantuária, durante Fórum Global de Mulheres, em sua missão oficial do Ministério das Mulheres da ONU, como delegada na conferência mundial do grupo feminal, entre outras pautas, defendeu a justiça social e assinalou a  hipervulnerabilidade da mulher amazônica.

 

Durante sua jornada, a juíza esteve em eventos no Missouri e em Nova York, onde relatou a Amazônia estar em destaque, devido a COP30, considerada o ‘pulmão do planeta, a relevância dos povos da floresta e a preservação ambiental.

“Além da questão do meio ambiente, temos a justiça social, que é um componente da sustentabildidade. Temos as comunidades tradicionais que falam outras línguas, regiões que carecem de saneamento básico e uma educação que pode melhorar. Nossa missão foi esta”, disse Elayne ao programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta segunda‐feira, 31.

 

A magistrada reforçou que o papel dos poderes públicos é aplicar as justiças sociais e judiciárias em todas as parcelas da população, para que através destes serviços estes povos sejam acolhidos.

 

“No caso da mulher amazônica, existe uma hipervulnerabilidade acentuada. Fizemos um trabalho pioneiro, que foi de traduzir a Lei Maria da Penha para comunidades indígenas. Isso é política de acesso para a justiça social”, apontou

 

Acerca do tradicionalismo de alguns povos, Elayne Cantuária pontuou que devem ser avaliados se certos costumes podem ser considerados violência.

 

“São fatos sociais que ainda estamos denominando. Nos últimos tempos aprendemos que a violência contra a mulher não é só fisica, é emocional e psicológica. O mundo não é um lugar seguro para as mulheres. A violência não tem classe”, concluiu.

 

 


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